sexta-feira, 13 de abril de 2012
Entrevista com Fritjof Capra
Excelente entrevista com o renomado físico Fritjof Capra, autor de várias obras importantes como "O tao da física", "O ponto de mutação" e "Alfabetização ecológica". Na entrevista, o escritor trata das perspectivas energética para a era pós-petróleo e do esvaziamento do conceito de desenvolvimento sustentável, entre outras várias interessantes questões. Eis o link:
http://globotv.globo.com/globo-news/milenio/v/um-crescimento-ilimitado-num-planeta-finito-e-impossivel-alerta-fritjof-capra/1896401/
terça-feira, 10 de abril de 2012
Concentração Urbana e Zona Costeira: o (Mal) Exemplo do Estado de Pernambuco
A respeito da elevada concentração demográfica nas áreas urbanas do litoral brasileiro, é interessante citar o caso do Estado de Pernambuco: 32,5% da população está localizada em área correspondente à 0,6% do território (segundo dados do Governo do Estado de Pernambuco).
A pergunta que se faz é a seguinte: é possível falar em planejamento urbano em um contexto de saturação como esse?
O problema é que, a despeito do adensamento populacional, as zonas costeiras são áreas ecologicamente muito mais frágeis, de maneira que os cuidados e rigores ambientais devem ser ainda maiores.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Glória e Superação - Breve Consideração sobre José Afonso da Silva
O professor José Afonso da Silva é um dos maiores nomes do Direito Constitucional brasileiro, tendo sido também um dos precursores do Direito Ambiental e do Direito Urbanístico no país.
Entre suas inúmeras obras, é possível destacar as seguintes: “Aplicabilidade das Normas Constitucionais”, “Comentário Contextual à Constituição”, “Curso de Direito Constitucional Positivo”, “Direito Ambiental Constitucional”, “Direito Urbanístico Brasileiro”, “Poder Constituinte e Poder Popular: Estudos Sobre a Constituição” e “Processo Constitucional de Formação das Leis”.
Aposentado como procurador do Estado de São Paulo e como professor titular de Direito Constitucional da Universidade de São Paulo, o professor José Afonso atualmente escreve pareceres e leciona em alguns cursos de pós-graduação.
A pretexto de destacar duas curiosidades a respeito de sua biografia, importa dizer que ele foi alfabetizado apenas aos dezoito anos de idade e que trabalhou durante anos como alfaiate antes de se engajar definitivamente no mundo do Direito.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Direitos Urbanos
Segue abaixo link de interessante blog sobre direitos urbanos, uma discussão importantíssima especialmente porque cada vez mais a população mundial se concentra nas cidades. A escolha da terminologia "direitos urbanos" ao invés de Direito da Cidade ou Direito Urbanístico é mesmo uma clara referência aos direitos humanos, já que o meio ambiente urbano é feito pelas e para as pessoas. É importante destacar que embora voltado à realidade recifense, as discussões sobre a cidade são praticamente as mesmas em qualquer contexto da atualidade:
http://direitosurbanos.wordpress.com/
segunda-feira, 26 de março de 2012
Chico Anysio Eterno
E assim segue a vida...
A Rede Globo, que deixou o maior humorista da história do país no humilhante banco de reservas da programação durante anos, prestou as maiores homenagens a Chico Anysio.
Como afirmou certa feita Ziraldo, "Morte de Chico Anysio é igual a acidente de trem, nunca morre um, sempre morre mais de cem".
No caso, junto com Chico foram embora pelo menos duzentos e dez personagens.
Adeus, Chico, e obrigado mais uma vez, e sempre!
Segue abaixo crônica de Bráulio Tavares sobre Chico Anysio publicada no Jornal da Paraíba:
Chico Anysio
O humor popular brasileiro tem camadas que foram se superpondo ao longo dos anos, cada uma delas alimentando-se das mais antigas. Primeiro veio o circo (vou logo avisando que esta cronologia é totalmente arbitrária e sem comprovação empírica). Depois veio o teatro, que se tornou uma espécie de circo oficializado (me refiro ao teatro de comédia, ao teatro de revista, ao teatro de humor musical, etc.). Depois veio o rádio, que arrebanhou seus redatores e atores do meio teatral e circense, onde estavam as pessoas que sabiam dizer coisas engraçadas e fazer vozes engraçadas. Depois veio o cinema, com as chanchadas cariocas e as comédias matutas paulistas, tipo Mazzaropi. E por fim veio a TV, que começou como uma espécie de rádio filmado, teatralizou-se à medida que pôde investir no visual, botou o cinema no bolso e acabou atingindo a maioridade como linguagem. Chico Anysio fez parte dessa maioridade, expandindo sua dramaturgia de esquetes e de tipos populares à medida que a TV incorporava novos recursos e novas linguagens.
Chico sempre se cercou de bons redatores (tiremos o chapéu ao finado Arnaud Rodrigues!). Até Lula Queiroga já escreveu para ele. Muita gente do público pensa que um humorista inventa todas as piadas que diz, o que é o mesmo que pensar que todo cantor compõe tudo que canta. Redator de humor é uma profissão ainda mais invisível do que compositor de música popular. Do famoso Bob Hope conta-se que estava na sala de redação quando um dos escritores levantou-se e foi saindo. Hope perguntou onde ele ia, o cara respondeu que ia no banheiro. E ele: “Pode ir, mas continue pensando”. Inventar piadas é um ofício torturante. A piada pode ter um milhão de qualidades: ser original; ser bem escrita; tocar em assuntos importantes; surgir no momento oportuno; etc. Mas se lhe faltar essa única qualidadezinha (ser engraçada), babau tia Chica.
O talento maior de Chico Anysio era a criação de personagens, onde ele elevou ao quadrado uma característica do humor popular, que é lidar com pessoas que se definem por uma característica central e imutável. Fulano é impaciente; Sicrano é maria-vai-com-as-outras; Beltrano dá trambique em mulher boba... Chico era um ótimo imitador de vozes (nem todo ator-humorista tem esse talento) e superpôs essa qualidade ao cacoete do personagem; em cima disso, colocou visual, figurino, etc. incomuns. Num estalo de dedos, havia um transe mediúnico em que ele “recebia” o personagem inteiro, mal lhe vestia a indumentária. O tipo, o texto, a voz, a roupa: com esse quarteto de elementos ele criou 200 personagens e teria criado 2.000 se não fosse para tão longo humor tão curta a vida.
Debate sobre Política Ambiental em Salamanca
DEBATE:
Fábio Ferreira Morong, advogado doutorando na Universidade de Salamanca, à direita, ao lado de seu orientador, o professor espanhol Dionísio Fernández de Gatta Sánchez (centro) e o advogado e professor Talden Farias, da Universidade Federal de campina Grande, em mesa redonda sobre políticas ambientais, no Centro de Estudos Brasileiros de Salamanca/España.
O professor Dionísio, que é o titular das disciplinas Direito Ambiental e Direito Urbanístico da tradicional Universidade de Salamanca, foi o organizador do evento ocorrido em fevereiro de 2011 que tinha como objetivo promover uma análise comparativa da política ambiental na Europa, na Espanha e no Brasil.
sábado, 17 de março de 2012
Hora do Planeta - 2012
No dia 31 de março às 20:30 todos deverão desligar as luzes por 60 minutos em adesão ao movimento internacional que procura chamar a atenção para o problema das mudanças climáticas. Divulguem e participem dessa luta por um planeta mais sustentável!
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