sexta-feira, 26 de outubro de 2012
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
"Agenda Ambiental" - Lançamento de Livro
Segue abaixo convite para o
lançamento do livro “Agenda ambiental: gestão socioambiental”, publicado pela Editora da
Universidade Estadual da Paraíba e organizado pelos professores Antônio Augusto
Pereira de Sousa, Djane de Fátima Oliveira, Givanildo Gonçalves de Farias e Mercília
Tavares Jordão.
Eu tenho a honra de participar do livro
na condição de coautor, com os capítulos “Licenciamento ambiental e
responsabilidade social da empresa” e “Minerais não metálicos: uma análise da
legislação ambiental e minerária”, este último em parceria com o advogado
Emanuel Vieira Gonçalves.
O livro trata da gestão ambiental sob os mais variados enfoques, e com uma riqueza temática muito grande, tendo por principal escopo a interdisciplinaridade.
Eis o convite:
Prezado(a) senhor(a)
É com satisfação que a EDUEPB convida V.Sa e
parceiros autorais para o III Encontro de Autores que acontecerá no próximo dia
25, a partir das 9hs da manhã, no auditório 2 do CIA. Na oportunidade, além dos
projetos editoriais em andamento, haverá lançamento de obras coletivas, dentre
as quais se inclui o título Agenda Ambiental. Contamos com a vossa presença.
Atenciosamente,
Cidoval Morais de Sousa
Diretor EDUEPB
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Indicação da Obra "A Cegueira da Justiça", de Marcílio Toscano, ao Prêmio Jabuti
O livro “A cegueira da
Justiça: diálogo iconográfico entre arte e direito”, de autoria do professor
Marcílio Toscano da Franca Filho, é um dos dez finalistas da categoria de
publicações jurídicas do Prêmio Jabuti, organizado pela Câmara Brasileira do
Livro. Publicado pela Safe, tradicional editora de Porto Alegre/RS, trata-se de
um interessante ensaio sobre a relação entre as linguagens artística e
jurídica.
Doutor em Direito pela
Universidade de Coimbra/Portugal e pós-doutor pela Universidade de
Florença/Itália, a Paraíba está muito bem representada por Marcílio. Além de autor
de várias obras e professor da UFPB, o autor é Procurador do Ministério Público
junto ao Tribunal de Contas do Estado da Paraíba.
No ano passado a
professora Heline Sivini Ferreira também representou o Estado na etapa final da
premiação com a organização da obra “Biocombustíveis: fonte de energia
sustentável?”, publicado pela Editora Saraiva. Eu, inclusive, tive a honra de
participar dessa coletânea com o capítulo sobre regulação jurídica dos biocombustíveis
em âmbito estadual.
Enfim, espera-se que a
obra sobre arte e direito tenha mais sorte do que a de sua citada conterrânea, e
seja apontada como a grande vencedora. De qualquer forma, estão de parabéns o
Centro de Ciências Jurídicas da UFPB e o professor Marcílio Toscano pela
importante indicação.
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
A Ecologia em Câmara Cascudo
Luís da Câmara Cascudo foi
um importante antropólogo,
historiador e folclorista brasileiro, tendo sido um dos mais ativos e notáveis
intelectuais brasileiros. Nascido em Natal, capital do Estado do Rio Grande do
Norte, publicou trinta e um livros e nove plaquetas, incluindo o “Dicionário do
folclore brasileiro”, para muitos a sua obra mais relevante.
Câmara Cascudo dedicou um
capítulo do seu livro “Civilização e cultura”, publicado no ano de 1983 pela
Editora Itatiaia (Belo Horizonte/MG), à ecologia. É claro que a discussão nesse
caso é muito mais sob a ótima da Geografia, e da influência que o meio pode
exercer sobre o ser humano, do que propriamente ecológica.
De qualquer maneira, o
enciclopédico Cascudo é quase sempre genial, e vale a pena destacar o seguinte
trecho do referido capítulo:
“Um ovo foi enviado em junho
de 1933 de Natal, Rio Grande do Norte, para a Alemanha, para Altenessen,
Prússia renana. Do ovo nasceu um galo, alemão pelo jus soli e brasileiro pelo jus
sanguinis. Durante os cinco ou seus anos de sua existência esse galo cantou
unicamente pelo horário dos galos do Brasil que ele jamais ouvira. Não houve
meio do galo potiguar assimiliar o ritmo pregoeiro dos colegas renanos. Manteve
a diferença das quatro horas distantes para as doze locais. Levara, ab ovo, não apenas o canto mas também a
regra imutável dos momentos em que deveria cantar. Ecologia alemã inoperante”
(pag. 145).
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Breve Comentário sobre os Prefácios
Uma boa parte dos prefácios jurídicos não faz referência à obra
prefaciada. São apenas elogios ao caráter e/ou ao currículo do autor ou à
escolha do tema, afora divagações gerais sobre a importância de escrever e
publicar. Ou seja, muitas vezes o leitor termina a leitura do prefácio sem saber
nada sobre o livro que pretende ler. Certa feita, eu fui convidado a escrever
um prefácio com a condição de não ler a obra antes de sua publicação. É claro
que não aceitei e que jamais aceitaria a proposta, pois prefaciar uma obra é,
de certa maneira, chancelar a sua qualidade - o que não poderia ser feito nesse caso. A título de curiosidade, segue publicado o texto "Dez coisas que odeio em prefácios", que me foi enviado pelo amigo poeta Majela Colares.
O Direito Exige Sobriedade - Breve Comentário sobre a Postura do Ministro Joaquim Barbosa
O Ministro Joaquim
Barbosa chamou o então Ministro Cézar Peluso de caipira, corporativista,
desleal, pequeno e tirano. Também chamou o Ministro Gilmar Mendes de marginal,
ao se referir aos seus “capangas do Mato Grosso”. Recentemente taxou o Ministro
Ricardo Lewandowski de desleal e de incompetente.
Parece que Barbosa não
admite ser contrariado, ou não consegue vencer pelo argumento e por isso
recorre à grosseria desmedida. Embora provavelmente a maior parte da população
goste da atuação pugilista do magistrado, é evidente que tal postura não se
coaduna com a sobriedade que se espera de um tribunal, especialmente quando se
trata da corte máxima de um país.
É importante destacar
que ninguém está questionando os méritos do Ministro, que é muito preparado
intelectualmente e possui um currículo exemplar, mas apenas a sua forma de
tratar os colegas e de lidar com a exposição. O que é um mero problema de dificuldade
de relacionamento parece ser para alguns uma forma de se promover junto à
população e à mídia.
Contudo, é exatamente
em benefício da sociedade, com o intuito de promover a segurança jurídica
necessária, que o direito deve seguir certos procedimentos e regras. Nesse
aspecto, importa lembrar um acórdão em que o Ministro Marco Aurélio afirma que
o direito não deve se curvar à turma, pois foi o clamor da população que fez
com que Jesus Cristo fosse trocado por Barrabás.
domingo, 9 de setembro de 2012
Pequeno Comentário Sobre os Juízes e a Pressão Popular no Caso do Mensalão
Eu tenho lido comentários equivocados sobre o julgamento do caso do mensalão, alguns, inclusive, escritos por pessoas com formação jurídica, que defendem que as condenações só ocorreram por conta da pressão popular. Se é claro que o juiz não pode ignorar tais pressões, importa esclarecer que o seu veredicto deve se basear no Direito.
Crer que o magistrado aja ou deixe de agir de determinada maneira apenas em função da pressão da população é desmoralizar o Poder Judiciário, retirando o conteúdo garantista e técnico que deve pautar suas decisões. A história é pródiga em exemplos de injustiças ocorridas em função da pressão popular, sendo o julgamento de Cristo – e, inclusive, a sua troca por Barrabás – o maior exemplo disso.
Com efeito, não é razoável desejar que a corte condene os réus simplesmente por condená-los, mas que os julgue com independência e justiça, podendo chegar a condená-los sim, se for o caso. E é exatamente isso o que o Supremo Tribunal Federal está fazendo no citado processo, quando até mesmo banqueiros foram condenados.
Contudo, impende dizer que isso ocorreu por causa do Direito e não pressão popular, a qual, aliás, é somente a pressão da grande mídia, visto que inexiste qualquer envolvimento popular efetivo da população nesse caso. Do contrário, é melhor passarmos a eleger nossos juízes por via direta, sem a necessidade de graduação prévia no curso de Direito.
Assinar:
Postagens (Atom)





